03 dezembro 2006

Disney Channel lança programa sobre arte

O Disney Channel lançou recentemente um programa para crianças onde promove formas simples e baratas de fazer arte em casa. Vai certamente despertar em algumas crianças o gosto de criar. Ainda que não produza artistas revolucionários do dia para a noite, é mais um passo para disseminação de uma consciência artística que era bom que fosse de todos. A ideia é simples: se é universalmente aceite que todos devemos ter uma cultura científica basilar
que nos permita entender os fenómenos que nos rodeiam,
por que é que não é dada a mesma importância a uma cultura artística que nos permitisse entender pontos importantes e universais da alma humana. Não será isto tão ou muito mais importante do que a Física?
Somos herdeiros de uma revolução industrial que nos fez mecanizados, sentimos agora necessidade de voltar a ser humanistas.

Mas sim, é certo, as culpas são dos artistas. Com a autonomia da Arte, surge uma arte feita para os artistas e para os criticos de arte. Arte sobre a Arte. Com isto o público sente-se menos identificado e afasta-se. As boas notícias são que essa tendência está a inverter-se. Na Pintura, a escola inglesa regressa aos moldes narrativo-figurativos (Paula Rego p.e.). a Escultura segue o mesmo caminho. Na Minha opinião, só a música ainda não abriu os olhos. Mas essa está frequentemente para trás.
o que interessa é que de um modo geral, aparecem preocupações mais humanistas e de estreitamento do diálogo entre arte e público. Tanto nos artistas como nos jovens que o virão a ser (Não falo só dos bloggers daqui. É algo muito mais vasto.)

3 comentários:

Carolina disse...

nao digo mais importante.. ms k é igualmente importante, é.
enquanto k as ciencias podem ajudar à compreensao do mundo k nos rodeia, do mundo físico do qual fazemos parte, as artes ajudam a compreender o k o ser humano pensa e idealiza. É a alma k está aki a ser estudada, o lado psicologico das pessoas k ja foram, são e serão...

kelbi disse...

a ciencia e a arte andam lado a lado. ambas se completam :)

Anónimo disse...

Infelizmente, porque cada vez mais há rentabilização das aplicações prácticas do que os cientistas descobrem (para melhoria do conforto de todos nós, e ainda bem!), também se verifica que se dá demasiada atenção à tecnologia associada, isto é, aos desenvolvimentos técnicos associados às descobertas científicas - a passagem à práctica das descobertas científicas - e esquece-se a dimensão humana da coisa, porque o que interessa é facturar muito para poder ter muitas coisas dessas. E a cultura (o estudo e apreciação da pintura, da escultura da música... - das artes que fazem a Arte! -) dá muito pouco dinheiro, comparativamente, e só cria pessoas com capacidade para apreciar crìticamente o ambiente em que está inserido, quer dizer, que não se alienam pelo consumismo do gadget mais recente. Por isso aparecem cada vez mais pessoas do género do Sr Dr Rui Rio.

Até cerca da II Guerra Mundial era normal que um cientista fosse também pintor, ou músico, ou escritor, ou escultor. A partir daí o nº dos que têm outras competências além das da sua especialidade vem caindo, caindo, caindo...

E um especialista é, hoje em dia, aquele que sabe quase tudo sobre quase nada e não sabe quase nada sobre tudo o resto.