06 maio 2012

O fim das escolas

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No séc. XX assistimos à mecanização do trabalho. Se em 1908 a Ford inovava ao colocar o seu exército de operários a trabalhar numa linha de montagem, hoje não há fabricante de automóveis que não os tenha substituído por robots. O trabalho manual só continua a existir onde é mais barato do que o dos robots.
Mas também as indústrias produtivas já deixaram de ser o prato forte das nossas economias. A maior parte da força de trabalho trocou a fábrica pelo escritório e o fato-macaco pelo fato e gravata.
Será então essa a próxima força a ser mecanizada?
Se um computador pode compor ao estilo de L. van Beethoven, poderá um dia desenhar como um designer ou projectar como um arquitecto? Seria o fim das escolas (enquanto tendências) e dos colaboradores de gabinete (com quanto uma licença de software não custe mais do que dois ou três estagiários).

6 comentários:

Psinocas disse...

A lógica leva-te de A para B, a imaginação para todo o lado
( Einstein).
Ao que parece as máquinas ainda não têm esta funcionalidade...

OGC disse...

Ei, eu percebi qual era qual! Estou super orgulhoso! :P

(depois comento a questão existencial inerente à situação!)

Anónimo disse...

Pois! Talvez se possa, também por isto, que o António Damásio tem toda a razão e o Descartes está mesmo errado: A máquina "pensa" [dentro dos limites próprios da sua capacidade de armazenamento e do software que a faz "pensar"], mas NÃO existe como ser pensante (inovador, criador de ideias) porque não tem afecto.
A segunda peça tem uma dinâmica musical que nos toca o sentimento (cria em nós emoções) - talvez, também, porque a interpretação do pianista as realçou; com um mau pianista também se poderia ser enganado.

Zé do Boné

Pablo Chicasso disse...

(if I had a pound... por cada vez que dizes que depois comentas, Orlando...)

:P

Pablo Chicasso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
OGC disse...

:O

Estou em estado de choque!!!!!!! Eu sei que já aconteceu algumas vezes, mas e atiras-me isso assim à cara?! :O Um escândalo, um verdadeiro escândalo!

Eu disse isso porque de facto me ocorreram coisas para dizer, mas na altura não tive tempo. (aparentemente comentei às 8h, sendo que ainda ia jantar, para sair de casa às 8h30 para estar no tup às 9h, ok?)
E também é verdade que já voltei a olhar para isto, mas entretanto as coisas já não me ocorreram.

Mas depois desta descaradíssima provocação sinto-me impelido a tentar dizer qualquer coisa, ainda que sem um discurso estruturado que, isso sim, claramente não vai acontecer.

Acho que seguramente os computadores poderão desenhar/projectar, no sentido em que já usamos a expressão "trabalho mecânico". O papel desse estagiário, o papel das hordas de gente que fazem testes de fachadas paras o herzog, provavelmente vai ser desempenhado por sistemas computorizados. Nesse sentido até me parece produtivo, porque o farão de forma mais eficaz do que nós; havendo uma linha clara de procedimentos, sem grandes variantes, como uma linha de montagem de automóveis, claro que vamos ao ar. Agora, tudo o que ultrapasse isso, tudo que requeira qualquer espécie de sensibilidade, ou de imaginação, como disse a Psinocas, parece-me mais difícil. Ya, o computador fez um Beethoven credível, mas até eu, que manifestamente não pesco bóia do assunto, consegui perceber a diferença. A não ser que se descesse o grau de exigência a um nível estupidamente baixo, acho improvável que algumas actividades e procedimentos possam ser-nos retirados.


(happy? -.-')
(devias ter vergonha, é o que é! :P)