11 março 2007

« Uma Ponte deve ser uma obra de ARTE »




''O engenheiro das Pontes'', EDGAR CARDOSO foi sem duvida alguma o mais engenhoso artista na construção de pontes que Portugal alguma vez viu.

Nasceu a 11 de Maio de 1913 na Invicta Cidade do Porto e veio a falecer em 2000.


«Uma ponte deve ser uma obra de arte», era assim que o engenheiro classificava o seu trabalho. Sendo que uma vez estamos a falar de uma obra de arte, falemos então da ponte da Arrábida.


A ponte da Arrábida foi um dos projectos mais inovadores do século passado não só a nível nacional como a nível mundial.

A sua história e construção é feita de polémica e de coragem.

Na altura da construção, a ponte com um vão de 270 metros (este vão foi durante algum tempo um recorde mundial no que se aplicava a estruturas semelhantes em betão armado) em forma de elipse chamou a atenção de engenheiros de todo o mundo que vieram de todos os cantos do planeta, assistir ao desabamento da obra do engenheiro.

Acontece que a obra não desabou (e ainda hoje se mantêm de pé) o que deixou incrédulos os mais reputados técnicos de engenharia civil da altura.


Esta é a história da velhinha ponte da Arrábida, finalizada em 1963 durante o Estado Novo, que convêm salientar foi a altura em que Edgar Cardoso obteve mais prestigio.


As participações do Engenheiro não se ficam só pelas pontes, existe uma ligação à ampliação do aeroporto do Funchal, aos suportes da alameda do parque Eduardo VII e aos edifícios das faculdades de Letras, Medicina e Matemática da Universidade de Coimbra.


Agora a Obra





3 comentários:

Bolas! disse...

Sem dúvida uma obra de arte!

Gee!!

Anónimo disse...

É verdade! o Homem era verdadeiramente um Engenheiro (tinha engenho). Também foi inventor! Apresentou em 1973 uma máquina fotográfica com capacidade para tirar fotos de 360º de amplitude- e até 720º! Sem que a imagem apresentasse distorções verticais.E basicamente "aquilo" era uma máquina fotográfica normal (ora essa, é claro!, ainda não havia máquinas digitais!) e o motor de um limpa para-brisas - de um "carocha". Mas o mais importante foi A IDEIA CRIATIVA e a capacidade de se concentrar na concretização.

E, para ter a certeza de deixar os "profetas da desgraça" a chupar no dedo quando viam as suas pontes a elevarem-se criou modelos à escala de simulação dos comportamentos dos materiais debaixo de esforço - e deu-lhe um palavrão: Auto-influenciógrafo mecânico-electrónico.

a do costume disse...

E depois? Ficaram mudos...ou é da Primavera? Já faz falta material novo! Abraço, à procura de inspiração.